07/07/2008
Como praticar o networking no dia-a-dia
Por Marcelo Miyashita

Networking não é um acontecimento, é um processo. Muita gente só pensa na sua rede de contatos quando precisa desesperadamente: uma meta de vendas para cumprir ou a necessidade de um novo emprego. Infelizmente, ocorre na maioria dos casos. A pessoa torna-se impertinente, irrelevante e, ainda por cima, pedinte. O verdadeiro networking ocorre justamente pela via contrária, pela via do oferecimento de ajuda, tempo, disponibilidade e proximidade. É praticar o velho lema "ajude para ser ajudado".
 
Esse é o desafio do networker. Não dá para ajudarmos todos nossos contatos e nem tomarmos café com todo mundo todo mês, então, precisamos encontrar fórmulas que viabilizem essa prática. Primeiro, é preciso compreender que nossos contatos não são iguais. Aliás, há uma escala de proximidade que deve estar clara: rede de contatos, rede de conhecidos e rede de amigos. Com os contatos tivemos exatamente isso: um contato. Nada mais. É o que acontece quando trocamos cartões num evento ou quando alguém entra em contato conosco via e-mail. Já conhecidos são pessoas mais próximas - não só temos seu contato, mas também as conhecemos e somos reconhecidos por elas. É um grupo bem menor. E, claro, temos amigos, além de familiares e parentes. Claro que vamos sempre priorizar os mais próximos no nosso dia-a-dia. Ligamos, enviamos e-mails e, naturalmente, damos mais atenção e ajuda para eles. Somos networkers com amigos pois é a essência do relacionamento humano.
 
O ponto que precisa de mobilização e cuidado são as redes de contatos e conhecidos. Não dá para manter relações com todos como mantemos com os amigos. Até porque um bom networker consegue chegar no que chamo escala dos cinco (50 amigos, 500 conhecidos e 5000 contatos). Então, a questão é como praticar networking com as redes de conhecidos e, principalmente, com as de contatos. É preciso utilizar um pouco da base do conceito de marketing de relacionamento praticado pelas organizações. Elas estabelecem esse follow-up em massa por meio de ações de comunicação e atividades presenciais segmentadas. Por esse caminho e, sempre fornecendo algo relevante e interessante, é possível nos mantermos ativos com nossos contatos e conhecidos.
 
A internet tem ajudado muito nesse follow-up. Claro, é preciso praticar com inteligência. Volta e meia eu recebo contatos de pessoas que simplesmente perguntam: E aí? Tudo bem, como vão as coisas? E só. Ou pior, "oi, tudo bem, indica o meu CV para seus amigos?" (?!). O fenômeno dos blogs tem demonstrado um bom caminho. Muitos profissionais, ao criarem e manterem blogs relevantes, bem posicionados, encontram um bom motivo para, por meio de uma prestação de serviços, manterem-se ativos e gerando conhecimento para seus contatos e conhecidos. É preciso compreender que a prática do networking exige preparação e manutenção de serviços, seja por meio de um blog, seja promovendo encontros temáticos, seja, simplesmente, atuando como conector entre as pessoas - levando indicações e ajudando as pessoas, para não só pedir, mas também ajudar.
 
As redes sociais na internet (orkut, plaxo, linkedin) ajudam a manter os dados dos contatos e conhecidos atualizados. Nesse sentido, é uma boa ferramenta, mas, como disse, isso resolve parte do trabalho. Não adianta ter os dados limpos e atualizados se não há uma mobilização disposta a servir aos contatos e conhecidos.
 
Rede do Bem
Ser relevante é fundamental para manter a permissão ativa e só conseguimos isso quando prestamos serviços para nossos contatos. Só para exemplificar, eu tenho vários grupos de contatos, mas, nos últimos anos, um grupo foi ganhando forma e representatividade: meus alunos. Como leciono há 11 anos e aplico cursos abertos e in company há muito tempo também, fui formando muitos alunos. Exatos 3.409 alunos que crescem a cada nova turma ou curso que aplico. É uma massa crítica, atuante no mercado, em posição de média gerência para alta, e muitos com poder de contração e seleção em suas empresas. Todos, praticamente, preocupados com sua carreira e seu crescimento profissional.
 
Com meus alunos formei o que chamamos de Rede do Bem. Uma rede colaborativa e fechada (só entra na lista quem é aluno) de trocas de vagas de emprego, em que os alunos que contratam priorizam e valorizam os colegas alunos nos processos de seleção. É uma fórmula simples, baseada no envio de boletins via e-mail a cada 15 dias. De 2006, quando a rede foi criada, para cá, foram distribuídas entre os alunos 1.272 vagas de emprego! Ou seja, a cada quinzena eles recebem um comunicado com uma média de 20 vagas de emprego ofertadas pelos próprios alunos para os alunos. Por meio da Rede do Bem, consigo manter contato relevante e pertinente com eles de uma forma que não conseguiria se não buscasse prestar um serviço interessante e válido.
 
Por isso tudo que praticar networking dá muito trabalho. E a prática correta é totalmente inversa à percepção que algumas pessoas têm: não se faz networking explorando seus contatos para pedir coisas. Networking se faz ajudando, fornecendo, informando e prestando serviços. Mobilizando-se para as pessoas, conseguindo se manter interessante e não interesseiro. O networker é como um líder: trabalha para servir seus contatos e consegue com eles mais envolvimento, comprometimento e colaboração.
Relacionamento: Demonstre interesse pelo cliente, não o aborde só para vender e pressioná-lo. Vendedor tem que ser interessante, não interesseiro. Busque criar laços.
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08/04/2009 13:05

Rafael, São Paulo - SP
rafaellindgren@gmail.com

Olá, sou um profissional de Marketing apaixonado pelo que faço e acompanho muitos sites, blogs referentes ao assunto e achei seu artigo sobre networking muito interessante, pois acredito muito nisso, porém não atuo da maneira como vc coloca. Conheço muita gente e sempre estou em contato, as vezes para saber se estão bem, outras para tirar uma dúvida, ou seja, me mantendo presente, isso no seu ponto de vista é correto? Não sei se pode, mas gostaria de saber como poderia abordar muitos ex-colegas de trabalho e manter um relacionamento com todos, pois acabo focando naturalmente nos mais próximos.

09/01/2009 11:44

Inacio Rodrigo de Castro, Santo André - SP
rodrigocastro@catenaecastro.com.br

Prezado Miyashita,
Parabéns pela iniciativa e prática do marketing de relacionamento totalmente voltado para o bem e o crescimento profissional.Conte comigo para ser um colaborador da Rede do Bem. Abraço

24/10/2008 11:03

Thais Silva, -
thais.thaye@gmail.com

Muito legal seu artigo, meus parabens. Estou iniciando minha rede de Networking como Empresaria e realmente não me sentiria a vontade sendo "pedinte". Fiquei aliviada de saber que é possivel sim, ter uma rede de relacionamento colaborativo entre as partes.

Obrigada!

24/07/2008 09:50

Caio Bertoni Alves Martins, São Paulo - SP
caio.bertoni@midiando.com.br

Nada como uma pilula para relembrar e revigorar seus ensinamento, estou na espero do avançado!

Grande abraço!

23/07/2008 15:45

Gustavo Campilho, Rio de Janeiro - RJ
gustavo@gaflogistica.com.br

Miyashita
É por aí... Vc tem toda a razão...
Parabéns , belo texto...
Gostei da rede do bem, e parece engraçado, mas um bom networking começa de dentro de nós pra fora....rsrs
Abs
Gustavo Campilho

08/07/2008 14:30

Raquel Cruz Xavier, Florianópolis - SC
raquelcx@gmail.com

Oi professor.
Além de ter relembrado o assunto, me diverti lembrando também das aulas... sabe como é, recém formada sinto falta das aulas mas principalmente das reflexões em sala. =)
Mais uma vez parabéns pela rede do bem e obrigada por mantê-la.
Abs.
Raquel.

08/07/2008 14:16

Claudia Cunha, São Paulo - SP
ccunha@zicard.com.br

Marcelo, parabéns pelo texto.
Ele expressa o valor que precisamos, mas que nem sempre conseguimos, dar aos nossos amigos, contatos e familiares.
Abraços,

08/07/2008 14:04

Sueli Parente, São Paulo - SP
sueli.parente@apsen.com.br

Marcelo, muito bom o seu artigo. Dom é dom, não é mesmo?! Seu artigo acrescenta, relembra e reaviva o que aprendemos nos cursos (fiz dois com você).
Parabéns!
Abs,

Sueli Parente
Assessora de Imprensa / P&D
Apsen Farmacêutica S/A

08/07/2008 13:52

Leonidia Aparecida de Souza, Diadema - SP
leonidia.souza@zurich.com.br

Olá, Marcelo.
Concordo plenamente com você, sobre a maneira correta de fazer network, procuro sempre seguir suas dicas e orientações, muito obrigada pela informações. bjs

08/07/2008 12:36

Ana Marline de Negreiros, Parnamirim - RN
marlinea78@hotmail.com

Boa tarde, Miyashita! Gostei muito do texto e nos faz mais uma vez refletir a importância do network no dia-a-dia.

08/07/2008 11:31

Priscila Feiferis, São Paulo - SP
priscilafeiferis@hotmail.com

Oi Miyashita!
Como sempre, com simples e claras palavras você passou uma mensagem valiosa. Fico muito feliz de fazer parte da Rede do Bem e manter esse contato, mesmo que não tão próximo. É bom saber que temos um mentor por perto... Obrigada,
Até+!

08/07/2008 11:11

Lucymeire Moura, Porto Alegre - RS

Caro Miyashita,
Muito interessante o artigo, nunca tinha pensado nas redes dessa forma. E também no modo como me relaciono com elas. Aprendi com a leitura!!
Abraços,

Lucymeire Moura
Assessora de Imprensa

08/07/2008 11:09

Cristina Maria Leal, São Paulo - SP
crileal@bol.com.br

Marcelo, excelente texto!
Preciosas informações, me encontrei com muita alegria em suas palavras. Fico feliz por você e por mim, vejo que tenho praticado a essência do seu texto e agora como empresária tenho colhido os frutos!

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