04/08/2008 Revista Liderança responde dúvida sobre relacionamento com colaboradores |
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A revista Liderança, publicação da Editora Quantum, convidou o prof. Marcelo Miyashita para tirar dúvida de leitora na seção "O especialista responde". A dúvida aborda o tema relacionamento com colaboradores, até onde se deve ir nessa relação. Leia abaixo a resposta do professor e tire sua dúvida também.
O especialista responde
Relacionamento
com colaboradores
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Patrícia Feitosa, gerente-comercial de Olinda-PE, tem dúvidas sobre até onde deve ir a relação entre líder e funcionário. Ela pergunta se é recomendado ser mais próximo e íntimo ou manter uma postura distante e profissional. Ou existe um meio-termo ideal entre esses extremos? Para responder, convidamos Marcelo Miyashita, consultor e especialista em Marketing de Relacionamento.
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Patrícia, se, por um lado, a aproximação e até a criação de vínculos de amizade aumentam o grau de comprometimento com o trabalho e melhoram a comunicação interna, por outro, podem criar uma situação permissiva entre líder e funcionário, em que a amizade acaba sendo utilizada por ambos como moeda de negociação ou argumentação diante de situações internas. No entanto, os benefícios são mais vantajosos que os riscos e as conseqüências de uma liderança distante e impessoal. Por isso, é preciso sim adotar uma postura mais próxima e relevante, pois só assim um gestor poderá atuar efetivamente como líder. Para influenciar, capacitar, orientar e dirigir é preciso estar próximo e presente.
Agora, por maiores que sejam a amizade e o envolvimento que surgem, é importante que o líder saiba que todas as suas atitudes são percebidas por seus funcionários e utilizadas por eles como referências de comportamento. Portanto, ele precisa ditar as regras do bom relacionamento interno, que deve ser próximo, que crie comprometimento entre as pessoas, mas que não faça da amizade elemento de ponderação em momentos de crise. O líder precisa ser lide em 100% do seu tempo, o que significa ser austero, sério, coerente e lógico. Ele não busca agradar por agradar, é respeitado pelos seus funcionários justamente porque sabe afirmar o que é certo e errado, mostrando como o relacionamento só deve somar ao trabalho e não servir como combustível para politicagens internas.
Marcelo Miyashita
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